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O Programa Acredita no Primeiro Passo, voltado para pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), já investiu R$ 1,8 bilhão e fechou 155 mil contratos em todo o Brasil. A iniciativa busca tirar famílias da insegurança alimentar e estimular a autonomia financeira por meio do acesso ao crédito e do incentivo ao empreendedorismo.
Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, nesta terça-feira (1º/4), o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, celebrou os avanços do programa e destacou o público beneficiado.
Quem pode participar?
O programa é voltado para pessoas de 16 a 65 anos, com dados atualizados no CadÚnico, e prioriza grupos em situação de vulnerabilidade social, incluindo:
✔ Pessoas com deficiência
✔ Mulheres
✔ Jovens
✔ Negros
✔ Populações tradicionais e ribeirinhas
Segundo Wellington Dias, muitas dessas pessoas já possuem algum grau de formação e buscam oportunidades para estruturar seus pequenos negócios.
“Nós estamos falando de pessoas que são de uma família que recebe algum benefício, mas ela já tem curso superior ou está fazendo universidade. Tem um curso técnico, ou está fazendo o ensino médio. Pessoas que já têm um negócio. São 19 milhões de pessoas que se declaram pequenos empreendedores, mas com uma renda baixa”, explicou o ministro.
Crédito facilitado e juros reduzidos
O Acredita no Primeiro Passo disponibiliza crédito com juros baixos, em parceria com diversas instituições financeiras, viabilizando o acesso a recursos essenciais para microempreendedores e trabalhadores informais.
A grande inovação do programa é o Fundo Garantidor Federal, que atua como avalista dos empréstimos, eliminando barreiras que muitas vezes impedem os pequenos empreendedores de conseguirem crédito bancário.
“Então, o presidente Lula criou um Fundo Garantidor Federal para resolver vários problemas. Por exemplo: os pequenos quando chegam num banco, o banco pergunta se tem um avalista. Não tem. Tem um bem para dar como garantia? Não tem. Pronto, já encerrou a conversa. Com o fundo garantidor, não precisa desses requisitos”, destacou Wellington Dias.
Mais do que crédito: qualificação e inclusão produtiva
Além de oferecer financiamento, o Programa Acredita no Primeiro Passo também apoia a capacitação profissional e a inclusão dos cidadãos no mercado de trabalho, seja por meio do emprego formal, seja pelo empreendedorismo.
A iniciativa promove o acesso ao microcrédito produtivo orientado e incentiva a estruturação de negócios sustentáveis, contribuindo para que os beneficiários possam expandir seus empreendimentos e alcançar maior estabilidade financeira.
Acúmulo de benefícios: programa não interfere na aposentadoria
O ministro esclareceu que o programa não afeta outros benefícios sociais, como aposentadoria rural ou urbana.
“O programa Acredita é uma oportunidade para você ter mais do que a perspectiva de um salário mínimo de aposentadoria, é apoiar o seu negócio. Não há nenhuma interferência nem em relação à aposentadoria rural, e nem a outras formas de aposentadoria”, afirmou Wellington Dias.
Ele destacou ainda que o programa pode ajudar os beneficiários a planejar um futuro financeiro mais estável, permitindo que cresçam como empreendedores e consigam, no futuro, uma aposentadoria mais vantajosa.
Impacto do Programa Acredita no Primeiro Passo
✅ R$ 1,8 bilhão já investidos
✅ 155 mil contratos fechados
✅ Inclusão de pequenos empreendedores no mercado de crédito
✅ Facilidade de acesso a financiamento com juros reduzidos
✅ Fundo Garantidor Federal eliminando exigências bancárias
Com o crescimento do programa, o Governo Federal espera ampliar ainda mais o número de beneficiários, fortalecendo a economia e promovendo a inclusão produtiva das famílias de baixa renda.
Se você quer empreender e está precisando de crédito para alavancar o seu negócio ou abrir um novo negócio, procure as agências bancárias da sua região, as Salas do Empreendedor (SEBRAE) de sua cidade ou entidades autorizadas pelo Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (CEF, Bancos públicos, cooperativas de crédito, agências de fomento ou agentes de crédito).